segunda-feira, 20 de maio de 2019
Bodas de Pérola
Pérolas representam muito bem os 30 anos de vida, desde que, em maio de 1989, dissemos sim ao propósito de construir um sonho juntos.
Pérolas representam a preciosidade dessa história.
Pérolas simbolizam a resiliência, a capacidade de refazer sonhos, superando as adversidades.
E quantas vezes refizemos os sonhos, com fé, perseverança e, acima de tudo, muito amor!
Na alegria e na tristeza.
Na saúde e na doença.
Na riqueza e na pobreza.
Como sou grato a Deus, Yêda, por sermos pérola!
segunda-feira, 11 de junho de 2018
“Salvar!”
- Salvar!
Que nobre missão, Felipe!
Numa manhã como hoje, sete anos atrás, bombeiros pernambucanos socorreram a mim e a Yeda, numa ocorrência de colisão de trânsito.
Hoje, você é um deles.
Vê-lo bradar o lema “Vida alheia e riquezas salvar” me toca profundamente e me faz acreditar que, na verdade, não há o “outro”, pois somos todos “um”.
Que nobre missão, Felipe!
Numa manhã como hoje, sete anos atrás, bombeiros pernambucanos socorreram a mim e a Yeda, numa ocorrência de colisão de trânsito.
Hoje, você é um deles.
Vê-lo bradar o lema “Vida alheia e riquezas salvar” me toca profundamente e me faz acreditar que, na verdade, não há o “outro”, pois somos todos “um”.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
A voz vibrante de um samurai
Meu pai tinha uma voz vibrante, inconfundível.
E quem o conhecia, sabia que a voz vibrante dele vibrava seu profundo amor ao próximo, seu desejo de transmitir luz espiritual a todos que pudesse alcançar.
Certa vez, há cerca de 30 anos, ele estava transmitindo os ensinamentos do mestre Masaharu Taniguchi no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco. Quando ele mal havia iniciado a palestra, faltou energia no recinto e tudo ficou escuro e silencioso. De repente, a voz vibrante de papai rasgou o silêncio da escuridão e continuou a iluminadora preleção. O público ficou eufórico com a bravura daquele orador e respondeu com calorosos aplausos.
Ele era assim, tal como um samurai que segue os valores do Bushidô, ele avançava destemidamente para cumprir sua missão, sem ao menos tomar conhecimento dos obstáculos.
Recentemente, quando as luzes do palco de sua vida terrena já estavam prestes a se apagar, papai me deu provas de que, de fato, era um valente samurai.
Naquela madrugada em que, no hospital, segurei suas mãos fortes e, juntos, oramos a Deus, papai ainda encontrou forças para me transmitir profundas verdades sobre a vida e a morte, sobre a transcendência da nossa essência espiritual. Falou-me sobre a missão de amar sempre e sobre entender que os aprendizados da vida são expressões do amor de Deus.
A certa altura daquela nossa última conversa, acariciei seus cabelos e lhe disse:
- Papai, você tem uma essência de Luz!
E ele me respondeu:
- Todos têm.
Falei, então: Ah é, todos têm essência de Luz. O que que é a Luz?
- Deus. Infinito conteúdo.
- Deus está aqui? Perguntei.
- Deus está conosco. Em todos. Sem Deus não teríamos nascido. Tudo é expressão de Deus.
E continuou falando sobre as lindas imagens que estavam sendo projetadas na tela de sua mente, tal como gravuras coloridas apresentadas em slides.
Antes de adormecer, ele concluiu nossa conversa com a seguinte oração:
- A harmoniosa vida de Deus ilumina o Universo e no mundo reina a paz. Obrigado. Muito obrigado! Muito obrigado!
Por volta das 6 horas da manhã, o samurai que estava diante de mim pediu para se sentar e, buscando a melhor vibração de sua voz, realizou a seguinte oração:
- O amor de Deus preenche toda face da Terra e desfaz todos os sentimentos contrários ao amor. Todos os povos do mundo são vivificados pelo amor de Deus e amam-se uns aos outros. A partir deste momento, não haverá mais vibrações destrutivas como ira, ódio, rancor e hostilidade. O infinito amor de Deus flui para o meu interior e em mim resplandece a luz espiritual de amor. Esta luz se intensifica, cobre toda a face da Terra e preenche o coração de todas as pessoas com o espírito de amor, paz, ordem e convergência para o centro.
—-
Reverencio e aplaudo de joelhos esse bravo e leal exemplo de homem, pai e líder espiritual.
Amor eterno!
—-
Agradeço a todos os amigos pelo abraço e palavras de conforto que toda nossa família recebeu.
—-
Moritoshi Hiramine
Um anjo samurai
*25.01.1943
+30.04.2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Mãos fortes
Hoje, meu amado pai me pediu: Filho, ore para mim.
Segurei suas mãos, as mesmas mãos fortes de sempre, e me concentrei para orar a Deus, orar com Deus. Presente ali um ingrediente indispensável da oração: o sincero sentimento de amor ao semelhante que está à nossa frente. Mas, ao apertar firme as mãos de papai, minha mente viajou num tempo que transcende o tempo, como que conduzida pelo deus Kairós, da mitologia grega. E, de repente, me vi num dia da minha infância: papai segurava firme a minha mão quando caminhávamos pelas ruas de Curitiba. Nessa tela mental de um tempo sem tempo, eu, com cerca de 8 anos, julgando-me grandinho, estava com vergonha de andar de mãos dadas com o papai - “O que diriam meus coleguinhas ao verem tal cena?”
Hoje, o “deus da oportunidade” me oportunizou estarmos novamente de mãos dadas, pai e filho. Não sei bem quem era o pai e quem era o filho. Só sei que Deus estava ali presente, corporificado nos sentimentos de gratidão e amor. Afinal, como disse meu irmão Teo, citando o ensinamento da Seicho-No-Ie, “o amor e a gratidão são os sentimentos que melhor captam as vibrações curativas da Vida”.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Um relógio Orient automático
Quando eu tinha 9 anos, vi meu irmão Ronaldo, um ano mais velho que eu, com um lindo relógio Orient automático em seu pulso.
Perguntei-lhe quem o havia presenteado. Ele me respondeu: Comprei com o dinheiro do meu trabalho. E me falou coisas muito instigantes sobre o quanto o trabalho enobrece o homem e sobre como é gratificante servir ao próximo. Interessei-me em seguir seu exemplo. Ele se comprometeu de me levar, no dia seguinte, a uma entrevista junto a seus patrões. Assim, após voltar da escola e almoçar, fui apresentado ao meu local de trabalho e a meus primeiros patrões: era uma quitanda que papai, mamãe e tio Satoru tinham na Av. República Argentina, no bairro da Água Verde, em Curitiba.
O gerente, tio Satoru, me entrevistou e, com aquele saudoso sorriso, aceitou-me como colaborador. Mas havia uma condição: eu não podia descuidar dos estudos, podendo ir laborar somente depois de terminar as tarefas escolares de cada dia.
Assim, Ronaldo e eu trabalhávamos com afinco na próspera quitanda da família, organizando as frutas e verduras nas gôndolas, fazendo a limpeza do estabelecimento e ajudando a embalar as compras dos clientes. A retribuição da dedicação era feita por hora trabalhada. No fim da tarde, de vez em quando, éramos agraciados com x-salada e chocomilk. Ao anoitecer, colocávamos os pesados tonéis de lixo na calçada e ajudávamos a fechar o estabelecimento.
Assim, poupei, dia a dia, a remuneração que recebia do trabalho, sonhando em investir na aquisição do meu relógio.
Inspirei-me em Ronaldo no método de poupar: colei um envelope atrás de um quadro que havia no nosso quarto, e, todos os dias, fiz os depósitos nessa caderneta de poupança.
Finalmente, chegou o dia de ir à relojoaria do Onishi-san, no centro de Curitiba. Fui acompanhado do meu consultor, Ronaldo, que me mostrou lindos modelos e indicou as opções que cabiam no meu orçamento.
Concluída a compra, agora éramos dois irmãos com relógios Orient automático, adquiridos como recompensa do trabalho dedicado à família e ao próximo.
Recentemente, presenteei meu irmão com o livro A Lei do Triunfo, de Napoleon Hill, expressando minha profunda gratidão pelos valores que ele me passou, desde a infância, e por ser uma referência de líder para mim e para todos os irmãos.
domingo, 11 de março de 2018
Missão de Vida
Amar é a minha missão de vida. Dar o melhor de mim às pessoas ao meu redor, contribuindo para que desenvolvam plenamente seu potencial interno e sintam alegria de viver.
Ver e contemplar a natureza divina presente no interior de todas as pessoas, olhando-as com a alma, sem julgamentos, com empatia e afeto.
Acolher as pessoas no coração, com leveza e esperança. Com grandeza e desprendimento.
Exercer a liderança luminosa no lar, no trabalho e nas atividades religiosas e sociais, influenciando positivamente a atmosfera de cada um desses ambientes, de modo que todos possamos compartilhar bons sentimentos, auxiliando-nos mutuamente na construção de um mundo melhor.
Ser um filho de quem meus pais possam se orgulhar, reverenciando-os e honrando o legado que recebi deles. Ser um marido leal e profundo na manifestação do amor. Estar sempre ao lado da minha mulher no seu aprimoramento pessoal e profissional. Ser um pai presente de corpo e alma, amando e educando meus filhos e netos com a sabedoria de Deus e as linguagens do amor. Ser um irmão parceiro e fraternal, presente na vida dos meus irmãos. Ser um colega de trabalho amigo, que se importa com a felicidade e realização de cada um dos colegas.
Retribuir a Deus o dom e os talentos que recebi, oferecendo ao Universo um trabalho primoroso, dedicando-me e desenvolvendo-me como gestor público, como orientador espiritual e como coach.
Flávio Koji Hiramine
sábado, 10 de março de 2018
A formação como Professional & Self Coach
Participar da
formação do curso Professional & Self Coach - PSC, em
novembro do ano passado, a convite do MPF, juntamente com mais 50
colegas de todo o Brasil, foi um daqueles momentos em que a nossa
vida dá uma guinada inesperada, e, neste caso, fazendo uma curva
exponencial ascendente, para o alto, bem alto.
Tanto o período de
estudos a distância, que antecedeu a imersão presencial, como a
semana de intensas atividades presenciais em Brasília-DF, bem como o
peer coaching e as pesquisas para o trabalho de conclusão de curso,
foram etapas que me convidaram a uma autorreflexão profunda, a um
mergulho no meu eu interior, encontrando a minha essência humana,
com suas sombras e sua luz, honrando e respeitando a minha própria
história. Memórias luminosas das diferentes fases da vida vieram à
tona, preenchendo minha alma de profundo sentimento de gratidão.
Memórias difíceis do passado foram ressignificadas, mostrando sua
essência de luz, sua intenção positiva por trás do emaranhado de
sombras. Nessa mescla de luz e sombra, nesse diálogo interno entre
os selfs 1 e 2, nesse transe conversacional, na dualidade e unidade
entre o consciente e inconsciente, uma mudança interna muito intensa
aconteceu.
As perguntas do
processo de coaching me ajudaram refletir se, de fato, estou
escrevendo a minha própria história, como protagonista de meu
enredo, como alguém que tem consciência de seu propósito de vida,
sua missão, ou se apenas estou vivendo por viver, de uma forma
simplesmente reativa. Viver com plenitude e intensidade é muito mais
do que viver para não perder. Viver de verdade é viver para ganhar,
ou seja, para cumprir uma missão, deixar um legado, viver para
oferecer ao Universo o que há de melhor dentro de nós, como
retribuição pelo dom da vida que recebemos todos os dias.
Ao entrar em contato
com a minha essência, minhas competências, meus talentos, meus
matizes de luz e sombra, encontrei o caminho para o meu
autoaprimoramento, a minha autoaceitação, aumentando
significativamente a minha autoestima. Nem seria necessário
registrar que, em decorrência desse processo de desenvolvimento,
houve uma melhora na minha performance em vários aspectos da vida.
Agora sou um
Professional & Self Coach.
Agora, que recebi
tudo isso com mente fértil e grata, quero que essa semente possa
produzir frutos no mundo ao meu redor. Quero multiplicar esses
conhecimentos, ou, melhor dizendo, essas competências adquiridas e
despertadas, para influenciar positivamente a vida das outras
pessoas. Proponho-me a retribuir ao Universo essa bênção recebida,
seja no dia a dia, no trabalho do MPF, seja em outros ambientes
externos, auxiliando as pessoas a encontrarem dentro de si mesmas
seus talentos e potenciais infinitos, contribuindo para que cresçam,
que mudem seu modelo mental, que se permitam superar crenças
limitantes, ressignificar suas sombras e manifestar sua essência de
luz.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
O ciclo da vida
Homenagem à guerreira Jandira Paulina de Souza, minha mãe espiritual (*25.05.1930 +27.05.2015)
O ciclo da vida
O dia é a vida.
Mas a noite não é a morte, não é o fim.
O amanhecer, com seu frescor, sua luz e musicalidade é o florescer da juventude.
A luta diária sob sol a pino ou sob a chuva incessante é a fase da maturidade.
O entardecer é a caminhada livre e descompromissada. É a sensação do dever cumprido. É apreciar o crepúsculo sem pressa, banhando-se nas luzes do sol, da lua e das estrelas.
O anoitecer, por fim, não é o fim. É o repouso do corpo cansado e o vôo silencioso da alma, a descansar em uma dimensão superior, misteriosa.
Mãe é anjo.
Mãe é Deus.
Mãe é um mistério!
Mãe acorda mais cedo que os filhos.
Enfrenta sol, chuva, tempestade, tudo.
Tudo que faz é em nome do filho.
Sua missão: amar infinitamente!
Eternamente!
À noite, cansada da lide, seu corpo quer descansar.
Mas sua alma maternal, divina, a faz buscar novo fôlego.
Só quer se deitar após cuidar um pouco mais do filho.
Mas, mãe, você acordou mais cedo.
O filho acordou mais tarde.
Não se preocupe se chegou a hora de deitar-se e repousar.
Quem acordou mais cedo tem o direito de recolher-se primeiro.
É o ciclo da vida.
Tenha bons sonhos!
Outro dia, mãe e filho se encontrarão novamente!
Bom descanso!
Flávio Koji Hiramine
O ciclo da vida
O dia é a vida.
Mas a noite não é a morte, não é o fim.
O amanhecer, com seu frescor, sua luz e musicalidade é o florescer da juventude.
A luta diária sob sol a pino ou sob a chuva incessante é a fase da maturidade.
O entardecer é a caminhada livre e descompromissada. É a sensação do dever cumprido. É apreciar o crepúsculo sem pressa, banhando-se nas luzes do sol, da lua e das estrelas.
O anoitecer, por fim, não é o fim. É o repouso do corpo cansado e o vôo silencioso da alma, a descansar em uma dimensão superior, misteriosa.
Mãe é anjo.
Mãe é Deus.
Mãe é um mistério!
Mãe acorda mais cedo que os filhos.
Enfrenta sol, chuva, tempestade, tudo.
Tudo que faz é em nome do filho.
Sua missão: amar infinitamente!
Eternamente!
À noite, cansada da lide, seu corpo quer descansar.
Mas sua alma maternal, divina, a faz buscar novo fôlego.
Só quer se deitar após cuidar um pouco mais do filho.
Mas, mãe, você acordou mais cedo.
O filho acordou mais tarde.
Não se preocupe se chegou a hora de deitar-se e repousar.
Quem acordou mais cedo tem o direito de recolher-se primeiro.
É o ciclo da vida.
Tenha bons sonhos!
Outro dia, mãe e filho se encontrarão novamente!
Bom descanso!
Flávio Koji Hiramine
sábado, 10 de março de 2012
A comunicação do amor
Vanessa se formou em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda!
Viva! Parabéns!
Mas, como foi que o tempo passou tão rápido?
Nas minhas andanças com ela, esses dias, pai orgulhoso a providenciar os preparativos da concluinte - anel, sandálias, convites - vi passar diante dos meus olhos um 'flash' de toda sua vida estudantil.
- Não foi ontem que comprei para você lancheirinha, mochila, caderninhos, lápis de cor, tinta guache... para seus primeiros dias no jardim de infância?
- E, já, tão depressa, você se tornou uma profissional de nível superior!
A emoção encheu meu olhos de lágrimas! Minha alma vibrou de gratidão!
Entendi que a emoção vem do amor.
Realmente, só amor é eterno e transcende as transformações da vida e do tempo.
E o amor perfeito vem de Deus!
Nessa retrospectiva, senti o olhar de Deus acompanhando minha família por toda a linha do tempo.
"Deus é amor!"
A todos os formados, exorto para que procurem, como experts da comunicação, usar as melhores expressões, as melhores palavras e, principalmente, o brilho nos olhos, ao se comunicarem com aqueles que são mais valiosos em suas vidas - seus pais, seus familiares e amigos.
Mesmo que tenham enfrentado percalços ao longo da caminhada, que tenham um coração grande e, reconciliado-se com os irmãos como nos ensina Jesus Cristo, construam um sucesso profissional sustentado na mais autêntica comunicação, a comunicação do amor!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O milagre de estar vivo
"Alegra-te agora pelo fato de estares vivo. Rejubila-te pelo 'agora' que vives", é o que ensina a publicação "Contínua Chuva de Néctar da Verdade", da Seicho-No-Ie.
Estar vivo é um milagre.
Independentemente dos desafios a enfrentar, dos problemas a resolver, das angústias que envolvem a vida cotidiana, é possível alegrar-se pela fato de estar vivo. É possível rejubilar-se pelo 'agora' que se vive.
No dia 17 de julho passado, minha esposa e eu 'nascemos de novo', ao receber do Universo nova oportunidade de estar aqui, nesta escola planetária, após livrarmo-nos, sãos e salvos, de uma violenta colisão de trânsito.
O meu outro corpo material, feito de metal, vidros e borracha não resistiu ao impacto. A perda foi total.
Mas, milagrosamente, fomos retirados de dentro daqueles despojos sem sequer um arranhão!
E todos as testemunhas eram unânimes em dizer: Que milagre! Foi a mão de Deus que protegeu vocês! Vocês têm muita sorte!
Então, imediatamente, Yêda e eu começamos a agradecer a Deus e aos nossos anjos da guarda pelo fato de estarmos vivos. De lá para cá, a cada dia, alegramo-nos pelo fato de estarmos vivos. Rejubilamo-nos pelo agora que vivemos. Na verdade, antes do incidente já o fazíamos. Mas, agora, com maior intensidade.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O Relógio de Sol
Um mecanismo simples registrava as horas dos nossos ancenstrais: um gabarito metálico em forma de arco e uma vareta suspensa. O resto ficava por conta do tempo. Bastava o sol aparecer e o relógio começava a funcionar, acompanhando, tal qual um girassol, a trajetória do astro-rei ao longo do dia.
Obviamente, se o tempo estivesse nublado, não era possível identificar a hora, pois nada ali ficava registrado.
E não é que um simples relógio pode nos inspirar um modo de viver?
É o que nos propõem os professores Masaharu e Masanobu Taniguchi.
Trata-se do modo de viver segundo O Princípio do Relógio de Sol.
A inspiração do mestre Masaharu Taniguchi veio da inscrição que consta em alguns relógios de sol antigos:
"I record none but hours of sunshine"
(Eu registro apenas as horas em que o sol brilha).
O professor Masanobu Taniguchi nos explica em seu livro "O Princípio do Relógio de Sol" que o modo de viver segundo tal princípio é "o modo de viver vendo só o lado iluminado da vida."
E ele diz: "A Verdade, o bem e o belo existem ao nosso redor, e dentro de nós próprios. Treinamento mental para descobrir essa Verdade, o bem e o belo - nisso consiste o modo de viver segundo o Princípio do Relógio de Sol."
Aprendi na Seicho-No-Ie a procurar viver de acordo com esse princípio.
Como explica o professor Masanobu, não se trata de fechar os olhos para as infelicidades e os problemas enfrentados pela humanidade e "viver rindo de maneira apalermada".
Pelo contrário, trata-se de levar luz à humanidade, focando a mente nos aspectos positivos da vida, no lado bom do ser humano.
De fato, se não divulgarmos a esperança e a fé, como poderemos educar as novas gerações?
Diz o professor Masanobu: "Onde há carência de notícias e informações sobre o 'lado bom' do ser humano e da vida, não é possível proporcionar esperança e alegria à geração futura."
Observando o uso do 'poder da palavra' por parte dos meios de comunicação, percebemos que o professor tem razão, pois o que mais se noticia são os fatos negativos. Os fatos positivos não atraem a atenção das pessoas e, por isso, não aparecem em manchetes.
"Não ocorrem somente mortes, acontecem também nascimentos. As pessoas não só matam; elas vivificam-se, ajudam-se mutuamente. (...) Se há uma pessoa que rouba, há outras dez, cem, pessoas que doam. Se há uma pessoa que odeia, existem outras dez, cem, pessoas que amam.(...) Mas, nos noticiários, são destacadas apenas as primeiras; e as segundas, que são a maioria, são ignoradas. Dizer que isso é a realidade do ser humano ou da sociedade não constitui uma gigantesca mentira?"
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